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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Política?

No, thank you very much.

Uns meros 10 minutos de debate parlamentar foram provavelmente capazes de exterminar milhares dos meus espermatozóides porque sem dúvida, aquilo é capaz de tirar a tesão ao pior rebarbado ao cimo da terra.

É boooooooring....

O Seguro mata-me de tédio...O Jerónimo idem...O Louçã ainda manda umas tiradas bem metidas...A malta do CDS faz massagens tailandesas ao ego do Passos Coelho...Ou seja, não há ninguém na porra da oposição ou da coligação que diga o que deve ser dito, da forma que deve ser dita...Espera...Ninguém....Não!

Is it a bird?

Is it a plane?

No...It's Heloísa Apolónia d' Os Verdes!!!

Ver a intervenção desta mulher devolveu vida aos meus amados testículos simplesmente porque...a gaja é mais passada que eu!!!

Para um partido tão ecologista, é bom ver que na altura de espetar o ferro esta mulher assemelha-se a um camião de substâncias tóxicas completamente desgovernado (o que calha bem, que é como este país vai...) a ir em direcção a uma simpática velhinha que atravessa tranquilamente a sua rua na passadeira acompanhada do seu caniche de estimação...

A mulher exala paixão nas suas intervenções (não necessariamente por usar Ezalo como desodorizante, embora toda a gente saiba que com Ezalo, vai-te embora ó melga...Podia ser uma mensagem encriptada para o nosso primeiro ministro!)...Ok, é certo que se embrulha um bocado lá pelo meio, mas não só tem as unhas mais bem pintadas do Parlamento como fala com o Passos Coelho como se estivesse numa esplanada a reclamar de um café que mais parece água de lavar pratos.

Well done!

Quase que despertou o meu interesse na política...Quase...

Os anos passam, as pessoas mudam e as cidades transformam-se...Digo eu...

Hoje ao final da tarde (o chamado período "descanso do guerreiro") tive o prazer da companhia de uma amiga de longa data.

Cascais, esplanada, martini, boa companhia...

Surgiu uma questão inesperada.

- Olha lá, é impressão minha ou esta cidade mudou? - perguntou ela.

Puxei de um cigarro. Acendi-o e senti o alcatrão a fluir nos pulmões...

- Mudou? Para mim continuo a associar isto à música dos Delfins, o que não abona muito em favor da cidade mas enfim...

- Mas não achas que isto está diferente? - insistiu ela.

- Mas diferente como, porra? Continua a ser a Vilamoura da zona centro, resmas de estrangeiros por tudo quanto é sítio, mulheres siliconizadas ao extremo e super tios nos seus super carros com as suas super modelos ao lado que só andam com eles pelos seus super extractos bancários...

Cascais tem encanto.

Já lá comi nos melhores restaurantes, apanhei algumas das minhas maiores cadelas e vi alguns dos melhores nasceres do sol.

O que mudou então? Bem, na verdade talvez a minha forma de olhar para a cidade. A idade faz isto às pessoas. Molda a perspectiva que temos dos locais, das pessoas, do quotidiano.

Anos atrás talvez me perdesse por uma boa mariscada a ver o mar. Actualmente, tenho mais prazer em comer a mesma mariscada em Alcântara, em restaurantes que conheço como a palma da minha mão, onde entro na cozinha e cumprimento cada uma das senhoras que lá trabalham afincadamente. Onde as relações pessoais não são um mito mas sim uma realidade.

Dias atrás tive o prazer de retribuir a um amigo um almoço. Ele apenas me pediu uma coisa...

"Leva-me a um sítio onde possamos comer bem, beber melhor e falar alto e a bom som".

Bem dito, bem feito.

Levei-o a um dos meus tascos favoritos. Por inúmeras razões. Onde me tratam bem, serei sempre visita assídua. E atrás de mim há de vir um porradão de gente.

Orgulho-me das minhas raízes alentejanas. Gosto das coisas simples. Descomplicadas.

Gosto de chegar a um tasco e a primeira coisa que fazem é colocar-me um copo de tinto à frente e um pires de torresmos. Gosto, porra! Gosto que ouvir a cozinheira aos berros com o patrão. Comunicação é essencial. E gosto que sem me dar conta, esteja um jarro de tinto na mesa a olhar para mim em sinal de desafio.

Gosto de ouvir do outro lado da rua o som infernal do clube de strip tease a anunciar as meninas que vão passando pelo varão. É giro. Dá tempero à coisa.

Gosto de comida verdadeiramente caseira. Comida de conforto. Não gosto de comida apaneleirada que não sei se hei de comê-la ou se hei de emoldurá-la...Gosto de me sentir feliz.

Cascais já me fez feliz. Agora não. Poderão dizer os puritanos que eu não conheço a verdadeira Cascais. Se calhar não.

Acho que os anos tornaram-me mais...como é que o Passos Coelho disse? Picuinhas?

Pois, se calhar é isso. O que gosto, gosto verdadeiramente. O resto é um limbo. Sou esquisito com o tabaco que fumo, o whisky que bebo e a comida que como, entre muitas outras coisas.

A todos que adoram Cascais, os meus parabéns. É giro. A Boca do Inferno é gira, embora um elixir de vez em quando não lhe fizesse mal que o hálito já é um bocadito cavernoso...Mas hoje em dia, já não é a minha "praia"...As minhas paragens são mais simplistas e as paisagens menos siliconizadas...

Habilitações literárias? Espere, deixe-me desapertar as calças...Eu já lhe dou as habilitações...

Os nossos amigos tendem sempre a ser verdadeiras caixas de Pandora.

Todos os dias há sempre algo novo que descobrimos, um pormenor delicioso, uma faceta engraçada.

Admito que não conheço tudo aquilo que os meus amigos são. É normal. Os homens embora tenham uma enorme capacidade de armazenamento de informação, a maioria dela está reservada para pornografia e horários de jogos de futebol com alguma importância...

No entanto sei o que os leva a sorrir, a chorar, as suas angústias, mágoas, incertezas e em muitos casos, preferências de posições sexuais, locais esquisitos onde foram apanhados pela policia com as calças em baixo (ou com as saias para cima...) e até as piores frases de engate de sempre.

Mas existe algo a que não dou rigorosamente importância...

Habilitações literárias.

Jovem...Tens uma licenciatura? Uma Pós Graduação? Uma cara apresentável? Um membro sexual de tamanho razoavelmente aceitável? Ou uma vagina que não pareça o Canal da Mancha? Dentes imaculados? Não bebes? Não fumas? Fantástico! Estarás sempre rodeado de pessoas que te vão idolatrar. É fantástico ter um canudo...nem que seja para fumar umas brocas, certo?

Não me entendam mal. Admiro pessoas que passam parte da sua vida enfiados numa faculdade a estudarem que nem doidos. Há que dar mérito. Agora, não dou mérito (e a bem dizer, não dou ponta dum corno) a quem inicia conversas com perfeitos desconhecidos com a frase...

- Desculpe, quais são as suas habilitações literárias???

Isto já me aconteceu? Nunca...

Podia ter acontecido? Claro...

E o que é que eu penso dessa singela frase? Bem, podia citar Bocage mas vamos deixá-lo de parte, por agora.

Quem rege os que o acompanham na vida baseado nas habilitações literárias dos mesmos, merece a minha compaixão...Esperem...Compaixão? Não, não é essa a palavra...De...Des...Desprezo! Sim, acho que é isso.

Desprezo as futilidades do ser humano. As certezas com que alguns vivem de que eles são o créme de la créme duma qualquer espécie ariana. Bem, tenho novidades para vocês, boys and girls.

Se vocês precisam de puxar do canudo perante os outros ou fazer uso desse argumento para o vosso dia a dia nas relações pessoais, lamento...

Para os meninos que agem de forma tão ridícula perante a posse dum pedaço de papel, podem enrolá-lo e enfiá-lo num sítio que eu cá sei. Para as meninas...bem, é mais ou menos a mesma coisa. Usem a imaginação...

Os anos passam e continuo crente que as melhores habilitações são aquelas que a vida proporciona. E há gente riquíssima de intelecto por todo o lado sem esse papiro empoeirado.

Porque é que as strippers supostamente dão boas DJ's?

 

Porque se forem old school, já trazem os pratos incluídos...

A Susana (Casa dos Segredos, remember?) vai muito além. É uma escola de samba inteira siliconizada.

E verdade seja dita, a formação profissional anterior vai de encontro a tudo aquilo que ela precisa na carreira de DJ. Basta passar a dar música a mulheres também. Done.

:)

Get the f*ck out of my kitchen...

Sou daqueles gajos que cozinha.

E bebe.

E bebe enquanto cozinha.

E parece que pelo ponto de vista de algumas pessoas, isso é tão estranho como o Duarte Lima de repente decidir ir passar férias ao Brasil.

Passo a citar então um diálogo curioso...

 

- Lá estás tu outra vez...Mas será que és incapaz de cozinhar sem teres esse copo de vinho ao lado? - perguntou-me uma amiga.

- PORRA! Mas que raio, mulher...Mas faz-te assim tanta espécie o raio do copo? Será que não posso ter prazer em beber um copo de vinho tinto enquanto cozinho? Raios parta...

- Podes, só não percebo essa relação umbilical que a bebida tem com os teus dotes culinários...

- Simples. Eu cozinho, logo bebo...um copo de vinho. Gosto, desfruto. Há quem dê quecas em cima de arcas frigoríficas, eu bebo um copo de vinho...

- Bah, isso não é um argumento válido...

- Ok, queres um argumento válido? Tudo bem...Quando fazes amor com o teu marido, gemes que nem uma doida ou ficas calada como se estivesses numa biblioteca???

- ...

- Touché...Soltas a franga porque gostas e desfrutas...E agora desampara-me a loja que se há coisa que me irrita é pessoal a chatear-me a molécula enquanto cozinho...

 

A cozinha é um santuário para aqueles que a sabem respeitar e tratá-la convenientemente.

E como todos os santuários que se prezem, tem de haver algum vinho sacramental algures para abençoar a coisa. Recomendo vivamente o Quinta da Alorna Tinto Reserva de 2008. Acho que a dada altura já abençoei os armários da cozinha e até os tachos...

O desastre americano...

Sempre tive no meu íntimo uma boa imagem da América.

Mulheres bonitas, escritores razoáveis, locais dignos de serem visitados e comida com uma capacidade calórica capaz de implodir pequenos edifícios no Bronx.

Depois apareceu o Jersey Shore.

Depois do choque inicial, continuei convicto que mesmo assim devia de haver mulheres bonitas, escritores que não os argumentistas do respectivo reality show, locais a serem visitados que não New Jersey e comida que não transforme o incauto esfomeado num ataque cardíaco ambulante.

Sexta feira destruí por completo não a imagem que tinha da América mas provavelmente qualquer probabilidade de algum dia pisar solo norte americano sem levar com um taser em cima e ser recambiado para Guantanamo.

O local? The Great American Disaster.

O nome por si só, desperta à partida o terrorista (não islâmico, que sou de São Sebastião da Pedreira...) que habita em mim. Depois, sempre tive uma paixão pelo conceito de diners. Simplesmente não sei se é de ter visto demasiado os filmes Porky's (que basicamente um adolescente via porque havia lá mamocas aos saltos de 5 em 5 segundos) ou porque...sim...Basicamente, acho que a culpa é do Porky's!

Já não era cliente do American Disaster talvez para 4 anos. Recordo-me que estive lá com um grupo de amigos e que fomos a alegria da casa.

4 anos depois eis-me de volta ao desastre americano.

O local continua giríssimo como sempre. A empregada que lá estava tinha (e espero que continue a ter, seria uma pena tê-los perdido algures) uns olhos fabulosos e a comida continua tal como me recordava. Bastante boa e sobejamente demorada. Mas era hora de almoço. Dou um desconto.

Mas se então só estou a escrever coisas boas (o que não é de todo habitual no felino), onde é que está a parte do desastre?

Bem...

Vamos colocar a coisa desta forma...

 

- Uma imitação bastante razoável do "Love me Tender" quando a minha companhia pediu um hambúrguer mal passado chamado Graceland...

- Os sorrisos estampados nos rostos das duas meninas da mesa ao lado quando abordo temas tão catedráticos como masturbação e vaginas (ou terá sido clítoris? Já nem me lembro...)

- 300 imitações pouco razoáveis do famoso "Thank you...Thank you very much" do Elvis com gestos e tudo...

- Dei a conhecer a minha intenção de roubar uma série de placas decorativas muito catitas que estavam penduradas na parede com detalhes pormenorizados...

- Reclamar constantemente pelo facto dos empregados não andarem de patins...

 

E depois, acabar o almoço a declamar Almada Negreiros numa paragem de autocarro ao mesmo tempo que fazíamos uma versão do Alfaite Lisboeta mas com placas de pontuação de 0 a 10...

Conclusões a tirar disto?

A companhia da pessoa certa tem o condão de elevar o sentido de humor a níveis estratosféricos.

Ah, e o Almada Negreiros era um visionário. Houvesse um canal por cabo de sexo na altura e o gajo estava rico...

Bernardo Sasseti, RIP.

 

Conheço muito superficialmente a obra de Bernardo Sasseti.

Mas não posso deixar de prestar o meu tributo a um homem que embora conhecendo tão mal, tratava um dos instrumentos que mais prezo com a delicadeza, mestria e sabedoria que merece.

Perdeu-se um senhor da música mas mais que isso, um homem, um pai.

...

 

Permitam-me o partilhar de algumas palavras que comigo foram partilhadas anos atrás...

 

"Um grande pianista não é de todo um grande executante. Um grande pianista é aquele que desperta a lágrima onde ela não existe. Aquele suster de respiração, o viajar da mente, o toque de doçura dos lábios de alguém que se ama."

 

Até sempre, Sasseti.

Um assunto pertinente, para variar um pouco...

Hoje em amena cavaqueira com uma amiga, surgiu um tópico que me deu que pensar o resto do dia...

O sentido de humor é uma parte significativa do ser humano. Aliás, nos dias que correm ter sentido de humor é o pilar de uma existência razoável. Se não formos capazes de rir das desgraças com que diariamente somos bombardeados, então mais vale ir para o Cemitérios dos Prazeres já cavar a cova e cortar os pulsos no local para evitar manchas nos tapetes lá de casa (toda a gente sabe o quão difícil é tirar manchas de sangue)...

No entanto, lá porque abordamos todos os tópicos sempre com uma piadola ou temos sarcasmo para vender a este mundo e o próximo, existe uma tendência para menosprezar quem faz do humor uma forma de estar na vida.

Foi-me dito que as pessoas ao verem um lado nosso brejeiro, tendem a partir do princípio que não há lugar para nada mais. Olho para a literatura, sentido crítico para a arte, ouvido para a música, sentido crítico de debate. Puro engano.

Há sempre muito mais do que o olho alcança mas o ser humano tornou-se preguiçoso. Tudo o que dá trabalho é colocado de parte, embora se saiba à partida que as pedras mais preciosas se encontram debaixo de pilhas de granito.

É verosímil dizer que temos de ser nós a adoptar posturas mais permeáveis de forma a que as pessoas possam ver para além do óbvio ou será que quem merece ver o "todo", tem de dar ao pedal e mostrar-se merecedor disso?

Há quem diga que existe um tempo para agir como um rochedo e outro para ser como a areia. Ora ser intransponível, ora permeável.

Cada qual saberá o que é em cada momento da sua vida. Adaptamo-nos. É a realidade.

 

Pingo Doce...Venha cá!!!

 

E foram...Porra, se foram...

Bem, se não havia dinheiro neste país, muita gente deve ter andado a assaltar bancos pela manhã porque o volume de compras que se verificou não se paga com boa vontade, sorrisos ou até mesmo favores sexuais (por muito desconto que 50% seja).

Como diz e bem o slogan, venha cá. E eles foram. Milhares deles foram e provavelmente alguns deles vieram-se no processo também. Tanto excitação é de supor que alguns se tenham descuidado. Normal. Mas como a conta ficou por metade, bem podiam levar o carrinho cheio de toalhetes absorventes que ninguém dava por nada.

Pessoalmente, gostei desta iniciativa. Já não observava pessoal à lambada por tão pouco como uma lata de tomate pelado desde o tempo das adolescentes a puxarem cabelos pelos Excesso.

Isto ajudou as famílias a poupar? Epá, se fazes compras no valor de 100€ e pagas 50€, obviamente que sim. É mais ou menos a mesma coisa que pagares uma prostituta anã e te sair uma sueca de 1,98cm. Não reclamas e ficas com um sorriso no canto da boca. Para quem gosta de suecas e não de anãs, obviamente.

É legal? Hum...Bem, vou esperar para ver. Dizem que a ASAE vai analisar a coisa, mas não os estou a ver a irem a casa das pessoas recolher o material comprado se a coisa der gralha.

Vai-se falar nisto o resto do ano? Provavelmente.

A questão que coloco é a  seguinte...

Para fazer isto, é preciso que o Grupo Jerónimo Martins tenha uma margem de lucro astronómica para poder perder 50% do valor e mesmo assim...ter lucro! Mesmo que a afluência por comparação com outros dias supere os 1000%, continua a ser necessário ter uma margem de lucro base estratosférica...Tem a ver com validades? Não creio. Vi muitos comentários de colaboradores do Pingo Doce a defenderem a sua dama.

Fica ao critério de cada um. A minha lógica alentejana ensinou-me anos atrás que ninguém dá chouriços a menos que lhes dêem umas quantas varas de porcos antes.

 

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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